Quando te vejo a descer A caminho dos Mosteiros Sabes-me a vinho de cheiro E a pão de trigo a cozer Moves-te como uma fada Está o polvo no fumeiro Quando desces o carreiro
Vejo-te ao longe na estrada
Quem me dera ser o banqueiro Que guardasse esse teu oiro Oxalá fosse o bombeiro Que apagasse esse teu fogo Labareda em labareda Do teu lume, tua lava Jogo as cartas do teu jogo Dorme o polvo já na brasa
O tinteiro onde mergulhas A caneta com que escreves O trigo que tu debulhas E que torna o pão mais leve Quem me dera ser o herdeiro Das vistas do teu olhar O polvo está no fogueiro E o arroz quase a estalar
Mas o céu está de aguaceiros E tiveste de voltar Não foi hoje que me viste Terei mais é que esperar Sabes a vinho de cheiro Como é belo o teu andar Quando vens pelo carreiro A caminho de Mosteiros.
Pergunta ao luar, do mar à canção Qual o mistério que há na dor de uma paixão. (Catulo da Paixão Cearense Brasil 1863-1946)
Raios de Lua
Conteúdo
Neste Blogue partilhar-se-ão poemas, fotografias e pensamentos, especialmente relacionados com a música.
O porquê deste Blogue
Vinícius de Moraes escreveu que "a Vida é feita de Música, Luar e Sofrimento". Acho que o último epíteto, apesar de poder ser verdadeiro, não o é tanto como a Poesia. Daí o nome deste Blogue, aproveitando a frase do Poeta, onde se pretende partilhar arte, emoções e sentimentos.
1 comentário:
Sádico!!
Prefiro cordeiro no espeto!
E até faço um poema se for preciso:)))
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